Mas será?

Tocando música com taças de champanhe [Mozart in the Jungle]

Tocar música com taças de champanhe [Mozart in the Jungle]
Mozart in the Jungle uma série muito legal, principalmente para os fãs da música “erudita” que se divertem em busca dos ovos de páscoa musicais.

No quarto episódio da primeira temporada da série Mozart in the Jungle, acontece algo muito curioso: Será que é possível “tocar” uma música com taças de champanhe?

O episódio trata basicamente do evento beneficente realizado para apresentar o novo maestro Rodrigo (Gael García Bernal) e arrecadar fundos para a orquestra. Ele chega atrasado ao evento e ainda apronta com os convidados. Quando questionado se irá tocar para o público, como já havia feito seu antecessor, ele se nega.

Tocar música com taças de champanhe [Mozart in the Jungle]E coloque diferente nisso.

Ele começa pegando algumas taças das convidadas mais próximas, toma um gole aqui, duas batidinhas na borda da taça e pam, pam, pam, paaamm: a taça está devidamente afinada. Após repetir o processo algumas vezes, ele as devolve às convidadas e pede para que os demais se aproximem.

Em seguida, solicita que cada uma umedeça a ponta dos dedos e gire por sobre borda da taça, provocando, a princípio, algumas notas musicais aleatórias. É aí que começa a brincadeira: ele, com todo seu charme, começa a reger indicando a ordem e o andamento que cada uma deve “tocar”; alguns segundos de ensaio e começa a soar a famosíssima Pour Elise, de Beethoven.

Tocar música com taças de champanhe [Mozart in the Jungle]E dá pra tocar música com taças de champanhe?

Numa breve pesquisa, aprendi que instrumentos musicais feitos com materiais como o vidro, são produzidos na Pérsia e na China desde aproximadamente 2500 antes de Cristo. Na Europa, os primeiros documentos relatando tais instrumentos remontam do século XIII.

Um irlandês chamado Richard Pockrich em 1741, criou um instrumento com 25 taças de vinho e as afinou usando água (eu acho que foi vinho mesmo), envoltos em uma caixa e batizou com o nome de Órgão Angelical.

No mesmo período, em Londres, a musicista Anne Ford publica o primeiro método sobre como tocar instrumentos com taças e na Alemanha o compositor C.W. Gluck já dizia ser capaz de executar qualquer obra escrita para violino ou cravo usando o instrumento de vidro.

Tocar música com taças de champanhe [Mozart in the Jungle]Grandes compositores utilizavam um instrumento similar ao Órgão Angelical em suas composições de câmara, entre eles Mozart, Beethoven e Tchaikovsky.

Porém, muito provavelmente com o crescimento do tamanho das orquestras, o instrumento caiu em desuso e chegou a ser proibido em algumas regiões por especialistas que acreditavam que o som do instrumento causava problemas físicos/psicológicos – mas que fique claro que a ciência atual diz o contrário.

Taças, música e hipnose

Já o mundo da hipnose segue o raciocínio do médico alemão Frans Mesmer que utilizava o instrumento com fins hipnóticos em busca de cura.

Na atualidade o instrumento, ou melhor dizendo, a ideia das taças voltou a ser usada por alguns curiosos e músicos. Talvez o mais famoso a executar taças com extrema habilidade musical na atualidade seja Robert Tiso. Em seus dois álbuns (Cristal Sound de 2011 e Cristal Harmony de 2016), ele “toca nas taças” obras famosas da música “erudita”, é impressionante.

Na série, após a surpresa do show inusitado, as pessoas começam a doar suas plaquetas (tipo essas de leilão) euforicamente ao maestro que, agradece a todos com um sorriso.

O maestro Rodrigo certamente sabia dos poderes hipnóticos das taças de champanhe.

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Cássio Menin

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